Um meningioma na coluna é um tumor que surge nas meninges, membranas que envolvem e protegem o sistema nervoso central. Mas, afinal, o meningioma é câncer? Meningioma é grave? Como é o tratamento de meningioma e quando ele deve ser feito?
Entenda abaixo mais sobre essa condição de saúde, o que ela causa no corpo, como é tratado e quando buscar atendimento médico para o problema.
O que é um meningioma na coluna: causas, sintomas e mais
Um meningioma é um tipo de tumor benigno na coluna que se forma a partir das meninges. Essas estruturas funcionam como uma espécie de invólucro protetor da medula espinhal – e, quando algumas células dessas membranas passam por certas alterações genéticas, podem passar a se multiplicar de forma anormal, formando o tumor. Quando ele acontece na região espinhal (ou seja, na coluna), ele é chamado de meningioma espinhal.
A causa exata dessa mutação nas células levando à multiplicação desordenada não é conhecida, mas há fatores que aumentam o risco. Entre eles:
- Exposição prévia à radiação ionizante;
- Histórico de neurofibromatose tipo 2;
- Predisposição genética
O meningioma é mais frequente em mulheres entre 40 e 70 anos – e isso sugere também possível influência hormonal no problema.
Apesar do nome “tumor” assustar e da condição aparentar algo muito sério pela descrição, o meningioma na coluna geralmente é benigno. Ele é um tumor de crescimento lento que não é canceroso – ou seja, não tem a capacidade infiltrativa que o permitiria migrar para outros tecidos do corpo, como uma metástase.
A necessidade de tratar a condição vem do fato de que, dependendo de onde esse tumor estiver, ele pode causar danos ao crescer demais e comprimir a medula ou os nervos. Isso pode causar, por exemplo, perda de força, alterações de sensibilidade em partes do corpo, problemas de equilíbrio e, dependendo do local, incontinência urinária e fecal.
O diagnóstico de meningioma espinhal pode ser feito por ressonância magnética da coluna. Esse exame mostra a localização, o tamanho e a forma como o tumor está impactando em estruturas nervosas. Além disso, o exame pode ser complementado por biópsia.
Meningioma na coluna é grave?
Apesar de ser um tumor, o meningioma na coluna raramente é maligno. A maior parte dos casos é benigna (grau I), com crescimento lento e bom prognóstico. Em casos mais raros, eles podem ser agressivos, grau II ou grau III, os quais tem diferentes subtipos, que têm comportamento mais invasivo e risco de recidiva.
Ainda que sejam benignos, os riscos do meningioma vertebral podem ser grandes. Isso porque eles podem comprimir estruturas sensíveis da medula, causando sintomas importantes e lesão neurológica. Por isso, a avaliação de um neurocirurgião especialista em coluna é indispensável para entender a melhor forma de tratar o problema.
Sintomas de meningioma na coluna
Os sintomas dessa condição dependem do tamanho e da localização do tumor. Isso porque, dependendo da parte da medula espinhal que ele comprime, o impacto nas estruturas nervosas pode ser diferente e os sintomas, também. Além disso, durante muito tempo, ele pode não gerar qualquer manifestação perceptível devido a seu crescimento lento.
Os sintomas que tendem a aparecer após ele pressionar nervos incluem:
- Dor nas costas ou no pescoço que pode irradiar para os membros, com piora no período noturno;
- Dormência, formigamento ou fraqueza em um ou mais membros;
- Dificuldade para andar ou perda de coordenação motora;
- Alterações na sensibilidade (como não sentir calor, frio e até dor normalmente);
- Perda de controle urinário ou intestinal;
- Rigidez ou espasmos musculares.
Esses sinais costumam aparecer gradualmente, já que o meningioma cresce de forma lenta.
Tratamento de meningioma espinhal: quando e como tratar
Nem todo meningioma precisa de tratamento imediato. Quando o tumor é pequeno, cresce lentamente e não causa sintomas, é possível optar pelo acompanhamento periódico por exames de imagem, quando não apresentar nenhum sintoma.
O tratamento de meningioma espinhal é indicado quando o médico identifica:
- Dor que não melhora;
- Sinais de compressão medular (como fraqueza ou dormência);
- Crescimento do tumor;
- Risco de lesão neurológica permanente.
Nesses casos, a principal forma de tratamento é a cirurgia para meningioma na coluna. O objetivo do procedimento é remover o tumor completamente, aliviando a pressão sobre a medula, preservando a função neurológica e revertendo sintomas. O procedimento costuma ser feito por um neurocirurgião em ambiente hospitalar, sob anestesia geral.
Em casos de tumores mais agressivos ou quando a remoção total não é possível, o tratamento pode incluir radioterapia complementar para reduzir o risco de reaparecimento do meningioma.
Cirurgia para meningioma na coluna
Nesse procedimento, o neurocirurgião faz uma abertura no osso (laminectomia) para acessar a medula e retirar cuidadosamente o tumor. Em geral, o paciente permanece internado por um período curto de tempo e pode caminhar poucas horas após o procedimento. A recuperação completa pode levar de algumas semanas a poucos meses, dependendo do caso e da extensão da cirurgia.
Se você recebeu o diagnóstico de meningioma da coluna e precisa de orientação sobre o que fazer, entre em contato e agende a sua consulta. O acompanhamento e tratamento precoce melhoram o prognóstico e preservam a qualidade de vida.
FAQs - Perguntas Frequentes
Os sintomas variam conforme o local do tumor, mas geralmente começam de forma sutil, piorando gradualmente. Os sinais mais comuns são:
- Dor localizada na coluna inicialmente fraca, mas progressiva em intensidade;
- Irradiação da dor para braços ou pernas;
- Formigamento ou dormência;
- Fraqueza muscular;
- Dificuldade para andar;
- Perda de controle da bexiga e do intestino.
Esses sintomas aparecem porque o tumor comprime a medula – uma estrutura delicada do sistema nervoso que age como uma fiação elétrica. Ela conduz sinais do cérebro para o corpo – e, quando há pressão, essa transmissão fica afetada, resultando nos sintomas.
A cirurgia é indicada quando há sintomas neurológicos em progressão, dor resistente ao tratamento conservador, evidências de crescimento do tumor ou sinais de compressão significativa da medula, com risco de lesão permanente. Também é uma opção quando o tumor tem grau histológico mais alto (II ou III) ou localização crítica.
A decisão, porém, deve ser individualizada, levando em conta o estado clínico do paciente, a idade, o tipo de tumor e o impacto na qualidade de vida. O neurocirurgião especialista em coluna é o responsável por definir o momento ideal da intervenção e a técnica mais adequada.
Sim, há possibilidade do tumor voltar, mas o risco é baixo quando a remoção é completa. Pesquisas apontam uma taxa média de recidiva em torno de 5 a 10%. Fatores que aumentam a chance de recidiva incluem remoção incompleta, tumores de grau mais alto ou localização mais difícil (como os meningiomas ventrais).
Por isso, mesmo após a cirurgia, o acompanhamento a longo prazo com exames de imagem é essencial para detectar precocemente qualquer novo crescimento. Quando o tumor é totalmente retirado e o paciente mantém o acompanhamento adequado, o prognóstico costuma ser excelente.